Olá amigos!
Há pouco estava navegando por sites que gosto de visitar e encontrei esta citação fantástica no site do criador do WordPress (o software que me permite escrever de maneira simples para que vocês possam ler). A citação dizia:
“Find three hobbies you love: one to make you money, one to keep you in shape, and one to be creative”.
Tradução: “Encontre três hobbies para amar: um para te dar dinheiro, outro para te manter em forma (corpo) e outro para ser criativo (arte e afins)”.
Achei fantástica essa citação porque ela nos traz alguns pontos importantes quando vamos tratar do caminho que estamos seguindo na vida.
Um trabalho como hobby
A definição clássica de um hobby (hobbies no plural) é de uma atividade que lhe dê prazer sem o compromisso de um trabalho de 9 às 6. Se você gosta de cozinhar e segue as receitas de grandes chefes, você tem a cozinha como um hobby. Você curte cozinhar, mas não trabalha com isso.
Na frase acima – que infelizmente nem o Matt conseguiu descobrir a autoria – temos uma concepção diferente! Não há separação entre hobby e trabalho. Como na famosa frase de Confúcio:” Escolha um trabalho de que gostes e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida”.
Entendeu? Leia de novo: “Escolha um trabalho de que gostes e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida”! Em outras palavras, se você conseguir escolher um trabalho tão bom quanto um hobby, você não sentirá que estará trabalhando. Todo dia será como um dia feliz, contente, de férias. O seu cotidiano vai fluir (flow) e você nem vai perceber que as horas estão passando e que já é hora de encerrar o expediente.
O inconveniente é que você pode se transformar em um workaholic. Ou seja, um viciado em trabalho. De tanto gostar do seu trabalho, você só quer trabalhar…
Mas voltando à frase inicial, temos uma concepção básica para o trabalho. O trabalho não é aquilo que você tem que fazer porque você tem que fazer porque senão você será considerado um vagabundo. Um trabalho é uma atividade para lhe gerar dinheiro e renda.
E pergunta boba mas profunda: por que você não procura um trabalho tão bom quanto um hobby? Um trabalho que te dê dinheiro e felicidade?
Eu fiz isso. Larguei uma promissora carreira na área de Recursos Humanos. O trabalho era interessante… só não era para mim. Percebi como acordava sem vontade de ir trabalhar. Queria que os fins de semana não acabassem e olhava constantemente para o relógio para saber se já era a hora de ir.
Por honestidade intelectual, tive que admitir que não estava feliz. Saí em 6 meses. Não foi fácil. Contudo, foi uma das melhores decisões que tomei na minha vida.
Hoje tenho um hobby que me dá dinheiro. Adoro o meu trabalho e sou capaz de perder a hora trabalhando. Agora estou aprendendo a me organizar e dar tempo para os outros dois hobbies.
Um hobby para o corpo
Quem tem o mínimo de tendência para ser um intelectual, vivencia o seu corpo como um objeto no mundo. Claro que não um objeto qualquer. Um objeto útil, eficiente, necessário para levar a cabeça de um lado para o outro. Brincadeiras à parte, o problema do sedentarismo não está limitado apenas aos intelectuais.
Qualquer um pode ter a desculpa do tempo. Não tenho tempo para ir à uma academia, não tenho tempo para caminhar, nadar, fazer Pilates ou qualquer outra atividade que seja exclusiva para o corpo.
Porém, temos que reconhecer que a separação mente-corpo é prejudicial. E uma inverdade tremenda. Nós não temos um corpo. Nós somos também um corpo. E isso não é apenas um jogo de palavras.
Quando você começa a dedicar um tempo para o seu próprio corpo, começa a perceber tantas e tantas coisas sobre você mesmo que você nem imaginava. Você está respirando lentamente ou rapidamente? O seu coração está acelerado ou quase imperceptível? Porque você está tensionando tanto os ombros e o pescoço? E não está sentindo o dedão do pé esquerdo?
Estas perguntas não tem sentido. São só uma brincadeira. Como uma criança. Uma criança vive intensamente sua sensações corporais. Por isso consegue chorar e, em seguida, ser a pessoa mais feliz do universo.
Um hobby para o corpo te permite isso. Ser livre de novo no limite do corpo.
Um hobby para criar
A palavra creative, em inglês, é polissêmica. Embora no dicionário ela nos retorne apenas criativo e criativa, na linguagem cotidiana falamos de uma artista como um creative. Não creio que esteja errado nessa associação.
De todo modo, um artista é uma pessoa criativa. Mas não devemos paralisar qualquer expressão de criatividade por falta de talento estético ou ideia inicial. No fundo, todos nós somos criativos. Apenas a escola nos podou boa parte da criatividade.
Aprendemos a competir e aprendemos a ter que dar respostas certas. Com o tempo, a maioria de nós assumiu o medo de errar. O medo de ser criticado. E nada mais distante do espírito de uma pessoa criativa. Na arte, não há como manter esta postura, pois no campo da criatividade não existem erros. Existem rascunhos. Existem ideias iniciais. Work in pregross, in progress – como gostava de brincar James Joyce no seu assombroso Finegans Wake. Sempre um trabalho em progresso.
Enfim, tenha um hobby para se expressar. Sem erro. Sem medo. Sem progresso. Sem fim. Depois que achar que tiver terminado um… tanto (um livro, um quadro, uma escultura, uma peça, uma dança) você pode se aproximar e ver sua beleza, sua estética, seu sentido ético. Ou não.
Conclusão
É curiosa a justificativa que não temos tempo. Faça o seguinte experimento: anote a cada 15 minutos o que você está fazendo durante 1 semana. Você terá uma medida próxima do tempo que passa em atividades inúteis. Te desafio a fazer.
Quando quis parar de fumar, baixei um aplicativo. Descobri que gastava 100 minutos por dia fumando (5 minutos X 20 cigarros) e, portanto, em um mês ficava mais de 2 dias fumando! Agora imagine! Imagine o tempo que você não tem gastando com outras atividades sem sentido como essa ao longo de um ano… melhor encontrar os 3 hobbies!
Olá Felipe, Boa Noite!
Estou em dúvidas sobre cursar psicologia na Uninove. Vc indica essa faculdade particular?
Aguardo Resposta
Olá Renata!
Infelizmente não conheço a Uninove para dizer algo.
Sugiro que você procure por alunos e ex-alunos para saber mais como é lá, ok?
Atenciosamente,
Felipe de Souza
Ok. Obrigado, Felipe.
Renata, tem o ranking universitário da Folha com detalhes sobre cada ies. Dá uma consultada lá.
http://ruf.folha.uol.com.br/2014/
mega abraço
Ola, ajuda-me por favor
esse site é seguro felipe http://www.anpc.com.br/site/
Muito obrigado
Olá Felipe
Uma grande verdade o seu texto
sempre estamos arrumando uma desculpa para nos cuidarmos, até mesmo para lazer.
Realmente se trabalharmos no que gostamos seria seria bem diferente
Eu mesma ja tive essa sensação de trabalhar no que gosto e não querer que a hora passe
Seguro em que sentido Felipe?
Não conheço essa instituição, mas para mim não tem nada a ver com a psicanálise tal qual deixada por Freud.
Atenciosamente
Felipe de Souza
Felipe,
Excelente texto! A questão do tempo já faz um “tempo” que venho trabalhando nisso. Notei que perdia meu tempo com atividades improdutivas quando estava entrando num estresse sem saída, por conta da faculdade. Foi ai que resolvi me organizar e utilizar o tempo livre para atividades que me davam prazer. E essa mudança fez uma diferença enorme na minha vida, pois desta forma também aprendi a me desafiar e recuperar a minha autoconfiança.
O terceiro hobby (criatividade) eu já estou colocando em prática, que é o meu blog.
O segundo (corpo) é meio difícil porque a preguiça toma conta, mas não é tão difícil quanto encontrar o primeiro hobby (trabalho)!
Não me sinto feliz com a minha profissão de arquiteta. Sou recém formada ainda, mas desde a faculdade nunca me senti 100% satisfeita. Acordo todos os dias como se fosse um sacrifício. Adoraria mudar de profissão, seguir/tentar psicologia que é algo que tenho enorme interesse e sinto que poderia me encaixar nessa profissão. Mas estou em um dilema: fazer pós-graduação ou outra graduação?
Enfim, achei super incentivante o seu texto e espero que não tenha problemas de fazer uma matéria para o meu blog sobre isso. Claro que colocarei o devido crédito!
Obrigada,
Melissa Onuma
Oi Melissa,
Eu respondi à sua dúvida no outro comentário!
Fico feliz que esteja acompanhando o nosso site! Você pode divulgar o texto sim, claro!
Mas o bom para desenvolver e fazer crescer o nosso blog é ter sempre conteúdos originais. Evidente que é possível citar outros sites, blogs e livros, mas a dica (para o google) é manter a originalidade sempre! :)
Atenciosamente,
Felipe de Souza
Felipe,
A única coisa que realmente gosto de fazer é ler. Estou “enlouquecendo” pra saber como poderia trabalhar com o que gosto, pois não me interesso por mais nada. Me disseram “reforço escolar”, bom, tentei, mas não gosto de ensinar. Tem alguma sugestão?
Oi Alessandra!
Existem várias possibilidades.
Lembro agora do Jorge Luis Borges, que trabalhou em uma biblioteca, e ficava lendo tudo, rs.
Atenciosamente,
Felipe de Souza