São consideradas crianças portadoras de altas habilidades (superdotadas) as que apresentam notável desempenho e/ou elevada potencialidade em qualquer dos seguintes aspectos, isoladamente o combinados:
Habilidade intelectual geral: inclui individuos que demonstram caracterísiticas tais como: curiosidade intelectual, poder excepcional de observação, habilidade de abstrair e desenvolver atitudes de questionamento.
Talento acadêmico: inclui aqueles que apresentam um desempenho elevado na escola, que se saem muito bem em testes de conhecimento e que demonstram alta habilidade para as tarefas acadêmicas.
Habilidade de pensamento criativo: inclui alunos que apresentam ideias originais e divergentes, que demonstram uma habilidade de elaborar e desenvolver suas ideias originais e que são capazes de perceber muitas formas diferentes um determinado tópico.
Liderança: inclui os estudantes que emergem como líderes sociais ou acadêmicos de um grupo, de que se destacam pelo uso do poder, autocontrole e habilidade de desenvolver uma interação produtiva com os demais.
Artes visuais e cênicas: engloba indivíduos que apresentam habilidades superiores para pintura, escultura, desenho, filmagem, dança, canto, teatro e para tocar instrumentos musicais.
Habilidades psicomotoras: indivíduos que apresentam proezas atléticas, incluindo também o uso superior de habilidades motoras refinadas e habilidades mecânicas.
Uma criança superdotada é frequentemente encarada como uma ameaça pelos companheiros, pois, ela pode fazer com que os padrões de trabalho da classe passem a ser mais rigorosos e o professor passe a esperar mais de seus alunos. Além disso, as crianças de QI médio não se sentem confortáveis quando junto a uma criança muito “inteligente” porque parecem “estúpidas” quando comparadas com esta última.
Outro problema enfrentado está no fato deste enfrentar as consequências de sua divergência para com a maioria, traço esse que leva a dificuldades diversas relacionadas a como lidar com as pressões sociais de ser diferente, ainda que tal diferença se dê no contexto de uma habilidade maior.
O problema fundamental do indivíduo criativo consiste em aprender a enfrentar a desconformidade que resulta de sua divergência. Isto leva a dificuldades diversas relacionadas a como lidar com as pressões sociais sendo-se uma pessoa fortemente original e quase que compulsivamente inovadora. Stephens (1966) afirma que a criança criativa rebela-se peranta a abordagem rígida na qual se diz a ela o que ela deve aprender e o que ela deve considerar como verdadeiro.
Outros problemas podem surgir, como:
– Possibilidade de rejeição grupal,
– oposição ao meio;
– defesa do próprio sistema de valores;
– intolerância;
– resistência ocasional à imposição de tarefas;
– omissão de detalhes;
– não aceitação de atividades de rotina;
– dificuldade para aceitar o ilógico, o superficial e conhecimentos mal estruturados e pouco definidos.
As crianças e adolescentes superdotados apresentam necessidades específicas a serem atendidas para que se possa maximizar suas chances de um desenvolvimento saudável e feliz.
Os superdotados precisam de estímulos e atenção extras, mas não devem ser segregados em colégios especiais. Assim, ao se falar acerca da educação dos superdotados, torna-se fundamental observar como estes se comportam na escola, considerando também a atitude dos pais e da escola perante os alunos de altas habilidades.
Artigo interessante