As partes seguintes são baseadas no livro de Robert J. Hoss, intitulado The Science of Dreaming – A ciência dos sonhos. Para facilitar a leitura e a compreensão, traduzi o conteúdo e adaptei a linguagem.
Todos nós sonhamos?
Pesquisas mostraram que o sonho do tipo REM (Movimento Rápido dos Olhos – a sigla correponde às iniciais em inglês Rapid Eye Moviment) é proeminente em humanos e inclusive em outros animais.
Sabe-se que os homens sonham durante o estágio REM porque quando acordados durante o sono REM, os sujeitos em laboratório relataram estarem sonhando ou terem experiências oníricas em 82% do tempo.
O pensamento inicial da ciência era de que o sonho era iniciado com a ativação do movimento dos olhos no estágio REM. Entretanto, o estado de sonhos também ocorre em estados NREM (sem o movimento rápido dos olhos), e mesmo estando os sujeitos acordados.
Mas existem diferenças: no sonho REM os sonhos relatados são tipicamente mais longos, mais vívidos, mais animados, mais emocionalmente carregados, possuem mais elementos neles do que os estados NREM.
Os sonhos NREM são mais do tipo – pensamento, e contém mais representações dos eventos da vida cotidiana do que os relatados em REM. Em outras palavras, sonhamos sonhos mais lógicos, como se estivéssemos pensando.
O pesquisador Hobson aplicou um questinário intitulado “Escala do Bizarro” em 146 sonhos de 73 sujeitos. Os resultados indicaram que 70% dos sonhos em REM eram considerados bizarros, enquanto que sonhos NREM apenas 20%.
O tempo que cada um passa em cada uma das fases varia com o tempo. Quando adultos, passamos 25% do tempo em REM, quando crianças, 50%, e crianças na primeira infância, de 70% a 80%. Em pessoas mais idosas, 15% do tempo.
O pesquisador Art Funkhouser indica que os sonhos existem ao longo de toda a vida, mas os temas dos sonhos podem mudar, assim como os conteúdos do dia a dia. Parece haver menos pesadelos, menos sonhos agressivos, e lembramos menos dos sonhos.
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