Todos conhecem algum relacionamento amoroso que é vivido entre brigas e beijos. Uma hora o casal vive no amor e outra hora o que predomina é a guerra, o ódio, o ressentimento, a dor. Então, porque eles simplesmente não terminam e acabam com este relacionamento? Porque os casais não se separam?
A psicologia comportamental tem uma resposta.
Imagine você duas situações.
1) Você está chegando em casa, depois de um dia atarefado. Você abre a porta e acende a luz.
Mil dias depois, você tenta acender a luz e a luz não acende. Você aperta o interruptor e nada. Você tenta mais uma, duas, três vezes. Provavelmente, antes da décima tentativa você vai parar e pensar – “A luz queimou. Tenho que trocar a lâmpada ou pedir para alguém trocar para mim”.
2) Você está chegando em casa, depois de um dia atarefado. Você abre a porta e acende a luz. Só que a instalação elétrica da casa apresenta alguns problemas. Às vezes você tenta acender a luz e a luz acende na primeira tentiva. Outra vezes, você tem que tentar três, quatro vez até que a luz acenda.
Mil dias depois, ninguém consertou a fiação e as coisas continuam como sempre. Você chega em casa, tenta acender a luz e a luz não acende. Você tenta a segunda, terceira, quarta, quinta vez. Nada. Mas você continua tentando. Afinal, pode ser que na próxima vez dê certo e a luz acenda.
Provavelmente, você vai tentar vinte, trinta, quarenta, talvez cinquenta vezes antes de desistir e pensar: – “A luz queimou. Tenho que trocar a lâmpada ou pedir para alguém trocar para mim”.
Em resumo:
Na situação 1) há o que chamamos reforço positivo com razão fixa.
Na situação 2) há o que chamamos reforço positivo com razão variável ou intermitente. Este é um termo técnico da psciologia comportamental.
Dizendo de modo simples:
1) Quando você sempre consegue o que quer, quando a consequência é constante e a mesma, se a situação muda você vai tentar poucas vezes. Verá logo que a situação mudou e tentará outras formas.
2) Quando você nunca sabe se vai conseguir o que quer, quando a consequência é inconstante, se a situação muda você vai demorar mais para saber que ela mudou. Claro! Cada vez acontecia uma coisa, como saber se não daria certo e “tentar mais uma vez”?
E o que isso tudo tem a ver com um relacionamento amoroso entre brigas e beijos?
Imagina duas situações, parecidas com a situação 1 e 2 acima:
1) Um casal se apaixona e vive bem durante 1 ano. Todos os 365 dias são muito bons, muito felizes, de muita paz e amor. Vamos supor que acontece algo muito ruim no último dia do ano. Este único evento negativo pode estragar tudo e o casal pode terminar e nunca mais voltar.
2) Um casal se apaixona e vive durante um ano entre dois extremos: uma hora estão bem, outra hora estão mal. Uma hora brigam, uma hora estão perdidamente apaixonados. Como nenhum deles sabe direito como vai ser depois do último dia do ano, a chance, a probabilidade de eles terminarem será muito pequena.
Em outras palavras, nesta segunda situação não dá para saber quando as coisas vão melhorar. Existe a ideia de que talvez logo mais, amanhã ou na semana que vem as coisas voltem a ser pura felicidade (as brigam talvez acabem de vez).
O exemplo da luz é muito parecido com estes dois exemplos de relacionamento.
Se você tenta sempre acender a luz, a luz acende. Se a luz não acende, você parte para outra. No relacionamento, você quer viver bem e sempre vive. Se as coisas não vão bem, você termina.
Ou então, se você tenta acender a luz, a luz acende as vezes. Você nunca sabe se a luz vai acender ou não, você demora para partir para outra. No relacionamento, você quer viver bem e as vive e as vezes não vive bem. Se as coisas não vão bem, você não sabe se elas ficarão bem ou não. Talvez demore cinco, dez, quinze anos ou a vida toda para partir para outra.
Deste modo, podemos entender porque tantos casais continuam juntos mesmo não sendo felizes ou encontrando a felicidade apenas as vezes.
Bom dia Felipe, adorei o texto e percebí a diferença entre resolver logo ficar ou não com a pessoa, mais meu caso é a segunda opção, sempre continuo pra ver se dia após dia as coisas melhoram. Mais isso acaba gerando mais sofrimento, mais brigas, não fica bem, e aí vem o medo de desistir sem saber se um dia daria certo, mais vem tb a insatisfação de não viver bem, enfim a esperança de : quem sabe um dia dê certo não ajuda muito, se esse dia não chega. Como me decidir, como resolver esta questão, ser feliz de fato, ou acabar o relacionamento, sem culpa, sem ficar naquela de de, será que daria certo?…obrigada.
Olá!
Fico muito feliz que tenha gostado do texto!
Bem, quando decidimos por um caminho, necessariamente deixamos de lado todos os outros caminhos…
Para saber decidir o melhor, existem muitas e muitas técnicas e formas. Uma delas, que recomendo para ti, seria a Orientação Psicológica Online (Psicologia Online) ou a terapia presencial com um psicólogo ou psicóloga, ok?
Atenciosamente,
Felipe de Souza
quero agradecer pelo texto enviado, foi muito produtivo pra mim, mais tenho q ter mais orientaçoes pois as vezes demoro muito a compriender as coisa, acho q e isso q me enfraquece mais.
Sempre me fiz essa pergunta: pq casais q brigam muito não se separam, passam anos brigando e fazendo as pazes, mas estão lá..juntos? Vivi 10 anos num relacionamento ótimo, feliz, sem brigas..de repente meu marido mudou, passou a ser frio e distante, não aguentei…terminei…como eu ja estava acostumada a viver sempre bem, qdo ficou ruim não resisti e terminei…super interessante, adorei …
Olá Gleides,
Bem, então você conseguiu perceber rápido que não haveria mudança para o que era antes, não é mesmo?
O problema é que muitas pessoas não conseguem avaliar como será no futuro, se será bom ou ruim ou se terá altos e baixos, oscilando…
Fico feliz que tenha gostado do texto!
Atenciosamente,
Felipe de Souza
Ola boa tarde!! Estou vivendo assim a cinco meses que meu marido me deixou. Oque fazer?? Estou perdida.
Olá Renata,
Sugiro que você faça terapia com um profissional da psicologia, ok?
Caso queira, podemos agendar uma consulta online.
Atenciosamente,
Felipe de Souza
Bom dia Felipe, meu nome é Willian, vivo uma situação de conflito dentro de casa, estou me separando mas não consigo sair de dentro de casa por causa dos filhos, não sei o que fazer. O que faço?
Olá William,
Este texto pode te ajudar – Técnica para decidir
Atenciosamente,
Felipe de Souza
realmente,quando se tem um reforço positivo sempre,quando é retirado há sempre frustração ,quando nem é sempre você se acostuma.
Olá Jonathan!
Obrigado por comentar!
Atenciosamente,
Felipe de Souza
Como fazer a terapia on line?
Olá Rosana,
Envie email para psicologiamsn@gmail.com