Olá amigos!
Quando vamos falar de educação infantil, o dito popular “faça o que eu digo, não faça o que eu faço” resume um importante ensinamento. Na educação dos filhos, a palavra não possui tanta validade e influência como as ações. Uma mãe que ensina que devemos amar todas as pessoas incondicionalmente mas é violenta estará passando mais a mensagem da violência do que a do amor. Assim como o pai que fuma e orienta que os filhos não fumem.
Vejam o vídeo abaixo. Children see. Children do (As crianças veem. As crianças fazem)
Atingir a perfeição para ser pai ou mãe
Sabendo desta informação que é básica na psicologia (aprendemos por modelos, aprendemos por imitação, “captamos” o nosso ambiente até sem perceber que o fazemos), muitas pessoas começam a se questionar se devem ou não ter filhos. Afinal – e esta também é uma verdade – a paternidade e a maternidade é uma grande responsabilidade.
Entretanto, esperar ser perfeito para ser pai ou mão não é uma solução plausível. O que também não nos impede de procurar melhorar. É como na história do Ganhi:
Pare de comer açúcar
Uma contradição na influência paterna e materna
Embora seja praticamente um fato que há esta enorme influência, a influência não é total. Nem poderia ser já que, se fosse, teríamos filhos completamente idênticos aos seus pais. Alguns filhos, fisicamente e psiquicamente, “puxam” mais para a mãe e outros “puxam” mais para o pai, ou seja, se identificam mais com um ou outro progenitor.
Mas, além disso, cada filho e cada filha vai interpretar o comportamento dos que estão ao seu redor de um jeito peculiar, individual, próprio.
Gosto muito da história que Anthony Robbins conta em seu livro, Desperte o seu gigante interior:
“Ele era amargurado e cruel, alcoólatra e viciado em drogas, quase se matou várias vezes. Hoje, cumpre pena de prisão perpétua por assassinar uma caixa de loja de bebidas que se ‘meteu em seu caminho’. Tem dois filhos, nascidos com uma diferença de apenas 11 meses, um dos quais cresceu para ser ‘igual ao pai’: um viciado em drogas que vivia de roubar e ameaçar os outros, até que também foi preso, por tentativa de homicídio.
O irmão, no entanto, é uma história diferente: um homem que cria três filhos, gosta de seu casamento e parece ser realmente feliz. Como gerente regional de uma grande companhia nacional, considera que o seu trabalho e´ao mesmo tempo desafiador e compensador. Tem boas condições físicas, não é viciado em álcool nem em drogas!
Como estes dois jovens puderam enveredar por rumos tão diferentes, criados praticamente no mesmo ambiente? Foi feita a mesma pergunta para ambos, em particular, sem que o outro soubesse:
– Por que sua via seguiu este caminho?
Por mais surpreendente que possa parecer, ambos deram a mesma resposta: ‘O que mais eu poderia ser, tendo crescido com um pai assim?”
Conclusão
É evidente que existe uma enorme influência do meio que nos circunda. Jung dizia que podemos herdar complexos psíquicos inconscientes que passaram de geração para geração há muitos séculos! Porém, como infelizmente não temos muita consciência da história dos nossos antepassados antes dos nossos avós, nem sempre fica claro o que ele quer dizer com isso.
Uma ideia interessante é pesquisar e fazer o próprio Genogramas – o que são e como fazer?
Contudo, é também evidente que vamos constituindo nossa vida com e contra tais complexos. E neste sentido, a história de Robbins dos dois irmãos ilustra bem.
E como os modelos de pais e avós podem ser transcritos em histórias, uma parte das terapias geralmente consiste no levantamento e conscientização de tais histórias. E uma outra parte, na elaboração e criação de outras histórias não vividas, como é feito na psicologia analítica de Jung com a técnica da imaginação ativa
Dúvidas, sugestões, comentários, por favor, escreva abaixo!
Felipe, tema nota 10. Linda lição, maravilhoso exemplo.
[…] “Por que me pediu duas semanas? Podia ter dito a mesma coisa antes!”
E Gandhi respondeu: “Há duas semanas, eu estava comendo açúcar. Não posso exigir dos outros aquilo que não pratico”
Abs,
esta cada dia melho os texto vc esta de parabéns.
Caro Professor! Da medida do possível tenho acompanhado seus escritos a respeito da psicologia. Sou agente de saúde,57 anos e trabalho numa ESF.Neste caso abordado a respeito da influencia da vida desregrado do tal pai, eu acho que fica nitido que nós ao nascermos já trazemos em nosso interior a boa indole sem que precisemos absorver o meio em que vivemos. Trocando em miudos sou da máxima de que o Bandido já nasce pronto basta o momento certo pra agir. Estou me identificando com JUNG espero acompanhar mais esse grande psicologo. Parabéns por ensinar online.
Caro professor Felipe de Souza, primeiro parabenizo você por seu trabalho e confesso ser fã. (Risos) Bom este texto me chama muito a atenção pois sou professora de educação infantil e sempre temos um pai, ou uma mãe ou responsável justifucando as ações das crianças por aquilo que seus parentes próximos são. Que há influências não nego, no entanto penso que esquecemos por vezes de enxergar as crianças como seres individuais, tendo estas suas preferências, desejos e até mesmo hábitos que divergem dos desejos, preferências e hábitos dos pais. Acredito que infelizmente temos pais buscando respostas prontas para as perguntas erradas. Afinal se pararmos e observarmos uma criança descubriremos partindo dessa observação constante o que vem influenciar à mesma. Só resta os pais querer ser pais, com isso, poderia eu, ter esperanças mais promissora em relação a sociedade futura. Bom, por fim, agradeço sua dedicação com este trabalho que vem fazendo a diferença em minha vida, assim como na de muitas pessoas. Sucesso sempre.
Obrigado Raquel!
Gandhi é fantástico! Já viu o filme?
Atenciosamente,
Felipe de Souza
Obrigado Lusivania!
Atenciosamente,
Felipe de Souza
Olá Elcio,
Obrigado por comentar!
Atenciosamente,
Felipe de Souza
Olá Felipe!
Admiro muito você como profissional pois tem me ajudado muito a superar minhas dificuldades do dia dia .tenho um filho que não consegue demonstrar carinho pela irmã ele se preocupa com ela mais sempre por mais que eu faça para ele , o da irmã sempre é melhor. Sofro muito com isto gostaria que eles tivessem mais amizade.Obrigada.
Olá Jheyme,
Então, como digo no texto, podemos dizer que sim e que não sobre a influência dos pais (e outras pessoas) na educação infantil.
Influencia sim, mas também dependo muitas vezes do indivíduo aceitar a influência.
Atenciosamente,
Felipe de Souza
Olá Rosana!
Obrigado!
Sugiro a leitura do texto – O que você pode e o que você não pode controlar
Atenciosamente,
Felipe de Souza