Nossas ideologias políticas estão extremamente ligadas aos nossos valores, e nós usamos a política como um meio de compartilhar os nossos valores com os outros.
Quais são os fatores que influenciam quando nós votamos? Existem muitos conceitos psicológicos que explicam porque nós votamos e escolhemos certos políticos.
Alguns dizem que votar é um ato de altruísmo. Outros dizem que é mais um ato de egoísmo – um eleitor projeta seus próprios comportamentos em pessoas que são similares a ele mesmo e, assim, é mais provável de votar em candidatos com os quais se identifica. Ultimamente, votar é visto como uma expressão de quem a pessoa pensa que ela é.
Segundo a Ph.D Tamara Avant, do Departamento de Psicologia da South University, “parte da auto-expressão associada com a nossa paixão a respeito das ideologias políticas é o desejo de encorajar outras pessoas a pensar (e votar) como nós. Algumas pessoas orgulhosamente mostram em quem vão votar através de broches ou de faixas e placas no jardim de suas casas. Nossas ideologias políticas estão extremamente ligadas aos nossos valores, e nós usamos a política como um meio de compartilhar os nossos valores com os outros”.
Votar também marca a nossa pertença a um grupo maior. A pressão social mostrou ser uma influencia maior na decisão do voto de muitas pessoas. Elas são motivadas a votar porque querem ser incluídas.
“Esta pressão social vem de muitas fontes, mais principalmente de parentes, amigos e parceiros (namorados e cônjuges), diz Avant. Até empregadores e líderes religiosos podem ter impacto em nossas decisões políticas”.
“Um dos grandes antecedentes da influência social é o status”, ela acrescenta. “As pessoas que são percebidas como mais inteligentes e que possuem autoridade têm mais impacto em nossas decisões”.
E não apenas o nosso ambiente social molda as nossas decisões políticas. Sabe-se que as notícias que consumimos através da TV, jornais e redes sociais também possuem grande influência entre um candidato e outro.
Eventos traumáticos e desastres naturais certamente levam a reações emocionais fortes. Uma das reações mais poderosas é o medo. As pessoas tendem a votar em um candidato que sintam que proteja o país, os seus ideais e as suas liberdades. Apelar para o medo do eleitor é, portanto, um método comum de angariar a confiança do eleitor.
“O fenômeno bonito-é-igual-a-bom é uma extensão do efeito de aura e explica porque certos candidatos possuem tipicamente a atração física para os seus possíveis eleitores”, diz ela. As pessoas interpretam que as pessoas atraentes igualmente possuem características desejáveis, tais como ser inteligente ou amigável”.
Claro que a atração física não é o único fator que explica porque um candidato apresenta mais probabilidade de ganhar. As pessoas são fortemente influenciadas por líderes transformadores que são confiantes, tem conhecimento, e parecem fortes emocionalmente, confiáveis, otimistas e focados em ações, acrescenta Avant.
Na medida em que os indivíduos diferem na informações que usam para selecionar um candidato, os políticos tem que decidir se vão utilizar apelo emocional ou intelectual para persuadi-los.
A rota periférica da persuasão enfatiza o apelo emocional e foca nos traços de personalidade e em gerar emoções positivas. A rota central da persuasão apresenta informações que são baseadas em fatos, argumento e lógica.
“Uma pessoa que usa a rota periférica para a persuasão é mais provável de votar em um candidato porque ele ou ela pensa que o candidato é atraente, gosta da sua família, ou porque gosta do seu tom de voz”, explica Avant. “Esta rota reside nos aspectos superficiais para tomar uma decisão.
Já outra pessoa que utilize a rota central da persuasão foca-se no conteúdo da mensagem que está sendo transmitida e a visão que o candidato tem com respeito às suas preocupações, continua Avant. “A rota central é uma rota ideal a ser utilizada quando tomamos decisões políticas, mas as pessoas por falta de tempo ou interesse geralmente confiam em sua rota periférica e tomam suas decisões baseando-se nas emoções”.
Autor: Darice Britt
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Felipe, muito bom! quem sabe um dia tenhamos eleitores votando com mais racionalidade. Uma boa semana pra você.
Verdade Raquel!
Uma ótima semana pra ti também!
Atenciosamente,
Felipe de Souza